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Carlota Joaquina

Carlota Joaquina

A história do dia é sobre a Rainha CARLOTA JOAQUINA, esposa de D. João VI, rei de Portugal e pai de D. Pedro, que era um dos NOVE FILHOS, do casal. As histórias de infidelidade da rainha já faz parte do folclore português, mas uma das histórias que mais chama a atenção ocorreu por ventura no nascimento de D. Miguel, irmão de D. Pedro em 1802, ano da primeira grande crise do casamento real, quando Carlota morava na residência da Quinta do Ramalhão. Em tempos que não existia exame de DNA, a maledicência corria solta e o povo na rua declamava "D. Miguel não é filho d'el rei D. João/é filho do caseiro da Quinta do Ramalhão". Carlota Joaquina ficava revoltada ao ouvir isso, mas diante dos fatos, ela espalhou o boato de que Miguel era fruto de um caso com D. Pedro de Menezes, o Marquês de Marialva. Mas o povo, não era bobo, e não acreditou e passaram a declamar os versinhos: "Nem de Pedro, nem de João/ mas do João dos Santos da Quinta do Ramalhão". (Fonte: D. Pedro I, de Isabel Lustosa)

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A origem francesa do futebol

A origem francesa do futebol

A história do dia estou escrevendo ouvindo a rádio Gaúcha de Porto Alegre e o esquadrão do Imortal Tricolor em campo pra minha alegria. Ouvindo futebol, vou escrever sobre alguns detalhes da história do FUTEBOL. Hoje sabemos que o futebol moderno é originário da Inglaterra, onde fixou algumas características no final da idade média que o identificam atualmente, mas o ancestral dele é FRANCÊS. Esse esporte praticado na França, tinha poucas regras, e consistia basicamente em cumprir o objetivo de bater com a bola (que podia ser de couro ou madeira) em um riacho, uma árvore ou um muro - e isto era o gol. O Jogo era praticado simultaneamente por centenas de homens e sempre acabava virando um combate em massa com várias mortes. Alguns reis proibiram a prática desse jogo na França. Provavelmente no século XI esse jogo foi levado da França para a Inglaterra. O rei inglês Eduardo III, em 1365, proibiu o jogo na Inglaterra, mas o motivo não foi a violência do esporte e sim porque seus soldados preferiam ficar jogando a efetuar o treinamento militar.

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A batalha das toninhas

A batalha das toninhas

A História do dia que vou relatar é uma das mais vergonhosas façanhas de nossas forças militares. Trata-se do episódio denominado BATALHA DAS TONINHAS. O fato ocorreu ao final da PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL (muitos acreditam que o Brasil nem participou dos combates na Europa nesta guerra), mais precisamente em 1918, quando Brasil após decretar guerra contra a Alemanha por conflitos comerciais e navais, se compromete a enviar ajuda a Tríplice Entente. Nossa participação , de forma tímida e humilde ficou restrita ao envio de nossa pequena armada de navios da Divisão Naval em Operações de Guerra (D.N.O.G.) sobre o comando do Almirante Pedro Max Fernando Frontin e receberam ordens do comando de guerra inglês para seguirem para o estreito de Gibraltar. Os ingleses alertaram os brasileiros sobre a presença de submarinos alemães que já haviam afundado embarcações inglesas naquela área. A armada brasileira rumou para o local designado, na porta de entrada do mar mediterrâneo e lá o almirante Frontin, a bordo do navio Cruzador Bahia avistou uma “mancha escura” no periscópio (o navio não possuía hidrofones para detecção de submergíveis movendo-se em velocidade constante e uniforme e sem titubear ordenou um ataque maciço contra a “ameaça”. Depois da carnificina, o estranho é que não tinha nenhum alemão morto e sim um enorme cardume de TONINHAS, um parente próximo dos golfinhos. Depois de dizimar boa parte da fauna marinha do mediterrâneo e as baixas sofridas na nossa tripulação pela gripe espanhola, e também de nossa marinha atacar submarinos norte-americanos, que eram nossos aliados (outro episódio pitoresco que contarei em outra oportunidade...), os ingleses acharam melhor ordenar nossa retirada e assumir a patrulha da área. Mas como brasileiro acha graça em tudo, inclusive na própria desgraça, entre muitas piadas, foram criados relatos de um comandante alemão que, vendo o que teria acontecido, disse: "Se eles fizeram isso com um grupo de golfinhos, imagina o que farão conosco!" e caiu fora de Gibraltar...Te mete com os Brazucas, hein?

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A grilagem de terras

A grilagem de terras

A história de hoje remete a uma prática muito comum nas áreas rurais brasileiras, que fortalece a concentração de terras e a criação de grandes latifúndios, trata-se da falsificação de títulos de propriedade, conhecida como GRILAGEM de terras. Diz a história que a expressão 'grilo', vem de um antigo artifício utilizado para dar a documentos novos aparência de velhos. Para tanto os fraudadores de títulos imobiliários colocavam falsos documentos recém-elaborados em uma caixa metálica ou de madeira juntamente com diversos grilos, fechando-a em seguida. Depois de algumas semanas, os documentos já apresentavam manchas amarelo-fosco-ferruginosas, decorrentes dos dejetos dos insetos, além de ficarem corroídos nas bordas e com pequenos orifícios na superfície, tudo a indicar a suposta ação do tempo. Essas falsificações documentais, muitas vezes contam com a conivência de órgãos responsáveis pela gestão do patrimônio público sob ação de funcionários corruptos. Em todo o país, segundo o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), havia em 2006, 100 milhões de hectares de terras suspeitas de grilagem, o que corresponde a quatro vezes a área do estado de São Paulo. No amazonas, o quadro é mais grave: dos 157 milhões de hectares de área total no estado, acredita-se que 55 milhões tenham sido obtidos por meio de grilagem.

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Ah, a educação...

Ah, a educação...

Hoje mais que uma história, é uma espécie de desabafo profissional que quero compartilhar, pois acredito que este sentimento não é singular e pode encontrar eco na sociedade. Trabalhar na educação pra mim é um prazer o qual eu não quero jamais abrir mão, mas tem dias que por mais sólidos que sejam meus princípios surge a pergunta indesejável em meus pensamentos: Está valendo a pena? A resposta que sempre me dou para continuar motivado é a paráfrase do poeta “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”...isso alivia o sentimento de desperdício de tempo e esforço inútil que sinto. Entrar em uma sala de aula em uma comunidade carente, com um plano de aula extremamente proveitoso e recheado de repasses de conhecimento além da interação e se deparar com uma turma onde a maioria é composta de alunos preguiçosos e onde a insolência sobra no espaço e a falta de respeito para com os colegas e professor é corriqueira, assim sendo o sentimento de desperdício de tempo é inevitável. Aqui onde entra a história e talvez nela esteja algumas respostas para o motivo desta geração não entender que a oportunidade que o estado brasileiro proporciona a eles é algo que a minha geração possui até um sentimento de inveja boa, pois as privações que passamos e a luta hercúlea para conseguir obter o que esta geração possui com extrema facilidade e não valoriza é extremamente desnorteador. Em 1997, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, teve inicio o programa “Toda Criança na escola”, era algo desafiador pois existia uma quantidade enorme de crianças marginalizadas fora do sistema educacional formal e criou-se a rede de suporte com os conselhos tutelares mobilizados e onde o Estatuto da criança e do Adolescente de fato começou a valer no que diz respeito ao acesso e manutenção das crianças dentro do sistema de ensino do estado. Conseguimos colocar todas as crianças na escola. Infelizmente isso não basta. Hoje calcula-se que ainda tenhamos aproximadamente cerca de 1 milhão de crianças fora do sistema educacional, mas que os esforços do estado em punir estes pais dentro da legislação ainda não cessaram. A proibição do trabalho infantil também surtiu efeitos. Todos os números de avanços na proteção destas crianças e adolescente eram motivos para estarmos comemorando. E por que não estamos? Porque estamos criando uma geração que desconhece o valor do TRABALHO, que não conhece limites impostos pelo NÃO e que não sabem a dor da PRIVAÇÃO, pois tem tudo mas ao mesmo tempo não tem nada pois não possuem perspectivas alguma e com um sistema educacional que não é pautado dentro do moralmente correto e sim dentro do politicamente correto e que está abominando a meritocracia como forma reconhecer os esforços e as vontades individuais de quem ainda tenta sobreviver nesta estrutura podre, então parabéns sociedade! Concebemos a primeira geração de falsos estudantes que estarão com seu ensino fundamental concluído e que serão perfeitos analfabetos funcionais. Quando falo em falsos estudantes, digo isso, por que noto que a grande maioria é apenas ALUNO, isto é, só assiste aula, de forma coletiva e a parte do ESTUDANTE, que é solitária e requer esforço e força de vontade individual, não existe. A escola até esforça-se, mas às vezes é necessário castigar certos “pais” para salvar seus filhos. Pais frouxos, dissimulados e irresponsáveis que não ensinam valores do trabalho, honestidade e respeito para seus filhos tem ter penas severas, pois considero estas atitudes omissas de seus deveres sociais um crime inafiançável e digno de punição de forma pública e brutal (considero que chicoteamento com rabo de tatu seria uma boa. Para finalizar este texto ácido e bem opinativo vou buscar na história um trecho sobre o trabalho infantil em plena revolução industrial, meu objetivo com isto é mostrar o quanto avançamos em nosso tempo e não somos nem sombra do que já fomos em nosso passado. Trata-se de um depoimento do menino Jonathan Downe, feito ao Comitê Parlamentar sobre o Trabalho Infantil da Inglaterra em 6 de Junho de 1832: “Quando eu tinha sete anos fui trabalhar na fábrica do Sr. Marshalls na cidade de Shrewsburry. Se uma criança estava sonolenta, o inspetor tocava no ombro da criança e dizia: ‘venha aqui'. Em um canto do quarto havia uma cisterna cheia de água. Ele levava o menino pelas pernas e imergia na cisterna. Depois do banho, ele mandava a criança de volta para o trabalho”...pensem, o menino tinha apenas sete anos e tem preguiçoso barbado que se nega a ajudar em tarefinhas domésticas e os pais acham este preguiçoso o máximo...pois é...quem planta omissão colhe tirania. (Na foto que ilustra este post, temos um grupo de meninos que trabalhavam em uma mina de carvão no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos em 1911)

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